“Viseu Rural 2.0: [Re]expressar o Rural” é evento oficial do Ano Europeu do Património Cultural

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Exposição “Viseu Rural 2.0: [Re]expressar o Rural”, patente na Casa de Lavoura e Oficina do Linho de Várzea de Calde até 31 de agosto de 2018, obtém selo de evento oficial do Ano Europeu do Património Cultural. É a primeira a nível nacional

A Comissão Europeia acabou de atribuir o selo de evento oficial do Ano Europeu do Património Rural de 2018 à exposição “Viseu Rural 2.0: [Re]expressar o Rural” patente na Casa de Lavoura e Oficina do Linho de Várzea de Calde, com curadoria da Binaural/Nodar e cofinanciada com o Município de Viseu e pelo Programa Europa Criativa da Criativa da União Europeia (Rede Tramontana de arquivos da memória de zonas rurais europeias).

Esta atribuição foi concedida diretamente pela Comissão Europeia, a primeira a nível nacional, pelo facto de a exposição patente ser parte integrante do projeto europeu Tramontana, como tal projetando o património cultural das zonas rurais do Município de Viseu para além fronteiras, numa lógica de diálogo profícuo com outras regiões rurais europeias, que partilham em muitos casos de tradições e memórias semelhantes.

A exposição “Viseu Rural 2.0: [Re]expressar o Rural” está patente até 31 de agosto de 2018 e constitui o resultado final de três anos de intervenção, numa parceria extremamente ativa da Binaural/Nodar com o Casa de Lavoura e Oficina do Linho de Várzea de Calde e com a Junta de Freguesia de Calde. Que se materializou em dezenas de recolhas videográficas e sonoras ligadas ao ciclo do linho realizadas com habitantes locais e a diversos trabalhos agrícolas e profissões tradicionais, numa série vasta de captações de paisagens sonoras da ruralidade da freguesia, no acolhimento de várias obras criativas desenvolvidas na freguesia por artistas nacionais e estrangeiros e a cerca de vinte ações educativas de descoberta sonora do espólio da Casa de Lavoura e Oficina do Linho.

A Rede Tramontana de arquivos da memória de zonas rurais europeias reúne atualmente um conjunto de entidades culturais independentes que desenvolvem trabalho etnográfico em zonas de montanha de Portugal (Binaural/Nodar), Espanha (Audiolab), França (Nosauts de Bigòrra, Numériculture Gascogne e Eth Ostau Comengés), Itália (Bambun e LEM Itália) e Polónia (Akademia Profil), sendo o projeto atualmente liderado enquanto chefe-de-fila pela Binaural/Nodar.

O Ano Europeu do Património Cultural de 2018 visa dar destaque à riqueza do património cultural da Europa, salientando o seu papel na promoção de um sentimento partilhado de identidade e na construção do futuro da Europa.

O Ano Europeu do Património Cultural pretende, pois, sensibilizar para a importância social e económica do património cultural. Milhares de iniciativas e eventos em toda a Europa darão a possibilidade de envolver cidadãos de todas as origens. O objetivo é alcançar um público tão vasto quanto possível, em particular as crianças e os jovens, as comunidades locais e as pessoas que raramente têm contacto com a cultura, a fim de promover um sentimento comum de apropriação.

Projetos e iniciativas implementados nos Estados-Membros da UE, nos municípios e regiões serão complementados por projetos transnacionais financiados pela UE.

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