Rosmaninhal recupera tradições milenares com o Festival do Borrego

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É o terceiro evento no mês de Maio que se realiza no concelho de Idanha. Depois da Feira Medieval, em, Monsanto, e do Festival da Sopa, em Proença-a-Nova, desta vez é a freguesia de Rosmaninhal que recebe o Festival do Borrego, evento que pretende promover e divulgar a cultura milenar ligada à transumância dos rebanhos de ovelhas da Serra da Estrela e das varas de porcos vindos do Alentejo.

O evento pretende promover a gastronomia e os produtos associados ao borrego, mas também as empresas, os artesãos e os produtos locais. O presidente da Câmara, em conversa com a Gazeta Rural, lembrou que a freguesia dos Rosmaninhal recebeu as maiores feiras de animais na região no âmbito da transumância dos rebanhos da Serra da Estrela e das varas de porcos vindos do Alentejo, uma cultura milenar e uma herança que pretende manter. Armindo Jacinto destaca a importância da tradição, num festival que procura também dar a conhecer a cultura de outros países, nomeadamente do Mediterrânio, associada à confecção do borrego.

Gazeta Rural (gr): O que está subjacente à realização deste Festival do Borrego?

Armindo Jacinto (AJ): O borrego é um dos nossos produtos gastronómicos, mas está também muito ligado à transumância e ao pastoreio. Os campos de Idanha receberam os rebanhos de ovelhas da transumância vindos da Serra da Estrela, mas também a transumância das varas de porcos vindos do Alentejo. Tudo isto faz parte de uma cultura milenar que sempre trabalhamos.

O objectivo é falar desses aspectos, dessa cultura na aldeia do Rosmaninhal, onde tinham lugar as maiores feiras do país no comércio de animais, porque recebia os grandes rebanhos da Serra da Estrela e também as varas de porcos do Alentejo.

É este processo cultural que procuramos promover com este Festival, para além de todos os produtos associados, como a carne de borrego, o queijo e toda a cultura associada aos rebanhos e à pastorícia. Para além disso temos a música, o artesanato, associados a uma cultura milenar que nos é característica. É, também, um festival gastronómico que nos vai trazer a cultura de outros países, que cozinham o borrego, sobretudo os da região do Mediterrâneo. É este processo cultural que vamos ter neste evento.

Gazeta Rural (GR): Maio é um mês em que Idanha continua a atrair visitantes, no âmbito de outros eventos que promoveu, como a Feira Medieval de Monsanto ou o Festival das Sopas em Proença-a-Velha?

AJ: Nós temos um calendário de eventos para todo o ano, em que há eventos habituais, que têm a ver com a nosso património histórico-cultural, material e imaterial. Há aspectos importantes ao longos destes festivais, em que desenvolvemos os nossos mercados locais, dando oportunidades a que os nossos habitantes, as nossas empresas, os artesãos e as microempresas tenham oportunidade de mostrar o que de melhor fazem, naquilo que eram os mercados tradicionais, que estamos a tentar revitalizar, divulgando e promovendo os seus produtos ao longo do ano.

Ao mesmo temo é motivo para elevar a auto-estima das nossas gentes, das nossas aldeias, históricas e rurais, para que possamos promover a nossa cultura e o nosso saber fazer.

Tem sido isto que temos trabalhado nestes festivais, arranjando sempre motivos para que as pessoas nos visitem, que fiquem nos nossos hotéis e se deliciem com a gastronomia da nossa restauração. Com isto acabamos por desenvolver um conjunto de produtos turísticos que levam ao crescimento da nossa economia, à criação de riqueza e emprego.

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