Reforma da floresta dá mote a jornadas em Arouca

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Decorrem amanhã e sábado, 23 e 24 de Março, respetivamente, em Arouca, as Jornadas da Floresta, numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Arouca, da Associação Florestal de Entre Douro e Vouga e da Associação Círculo Cultura e Democracia. Esta segunda edição é subordinada ao tema “Reformar a floresta: uma floresta para o futuro, com rentabilidade e biodiversidade”.

Com uma extensão de 328 km2, dos quais 270 km2 dizem respeito a área de espaços florestais, a floresta em Arouca desempenha um importante papel económico. Conforme ocorrido noutros pontos do país, não tem ficado imune aos diversos incêndios florestais, sendo de registar, desde 2005, 3 grandes incêndios. Em 2005, arderam 8800 hectares de floresta, nas zonas nascente e do vale de Arouca, e prejuízos na ordem dos 45 milhões de euros. Em 2016, foram 14500 hectares de floresta ardida, nas zonas nascente e do vale de Arouca, com prejuízos na ordem dos 100 milhões de euros e, por último, em Outubro do ano passado, um incêndio na zona poente do concelho consumiu 3400 hectares de floresta, do qual resultaram prejuízos na ordem dos 25 milhões de euros.

Estas Jornadas pretendem assim refletir sobre o futuro da floresta arouquense, nomeadamente quais os caminhos a seguir para que, por um lado, os incêndios não voltem a fustigar Arouca, e, por outro, se lancem as bases para uma floresta sustentável e rentável. Para contribuir para a discussão e propor estratégias de intervenção, estarão em Arouca alguns dos mais reputados especialistas nacionais na área da floresta. É o caso de João Guerreiro, professor catedrático da Universidade do Algarve e anterior presidente da Comissão Técnica para a Análise dos Incêndios de Pedrógão Grande, que fará a conferência de abertura “Condicionalismos para a reforma da floresta, no quadro dos territórios do Interior”, de João Ferreira do Amaral, professor catedrático da Universidade de Lisboa, que apresentará a conferência “O que vale a floresta”, ou de Tiago Oliveira, que atualmente exerce funções como Presidente da Estrutura de Missão para a Gestão Integrada de Fogos Rurais.

Serão também apresentados alguns exemplos de boas práticas neste âmbito de valorização da floresta como recurso económico, a nível local e nacional, como é o caso da Cooperativa de Penela da Beira cujo representante falará sobre a produção e comercialização de produtos de casca rija, e da Medronhalva que abordará a produção do medronho.

Do painel de oradores farão ainda parte a Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, e o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Mação, António Louro, que partilharão a visão de ambos os municípios no que concerne ao futuro da floresta, bem como os desafios que se colocam a este nível.

O Ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, e o Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, também farão intervenções nestas Jornadas. Pedro Siza Vieira falará no final da manhã de 23 de março, e Miguel Freitas encerrará a iniciativa a 24 de Março, pelas 18h00.

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