Portugal desce 7 posições no ranking climático mas mantém avaliação de bom desempenho

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Este ano, Portugal ficou classificado em 18º lugar (a mesma posição que ocupou em 2016), entre os 56 países industrializados abrangidos pelo CCPI, o que na verdade corresponde ao 15º lugar, pois nenhum país está ainda a seguir um caminho compatível com o Acordo de Paris e os três primeiros lugares do pódio permanecem vazios.

Na última classificação (CCPI 2017), Portugal conseguiu chegar ao 11º lugar (o qual, descontando os três primeiros lugares não atribuídos, pode ser considerado um 8º). Porém, mesmo com a descida na classificação, o país manteve a avaliação de “bom” desempenho, justificado principalmente pela contribuição das renováveis no consumo de energia e metas estabelecidas, bem como as políticas climáticas definidas.

Nesta nova edição do CCPI 2018 são evidentes os sinais de descarbonização do sistema energético global em alguns países, através do decréscimo acentuado das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), da aposta nas energias renováveis e do uso de energia em alguns setores os transportes, a indústrias e os edifícios. Contudo, esta tendência é ainda demasiado lenta para que, em 2050, a energia provenha totalmente de fontes renováveis. Além disso, regista-se um crescente consumo de petróleo e gás natural que supera a positiva redução do uso do carvão. Por outro lado, o estudo deixa também claro que, embora haja um forte compromisso com o Acordo de Paris na diplomacia climática internacional, é notória a falta de metas ambiciosas em geral e de uma implementação compatível com os seus objetivos.

Quercus apela a Portugal para que mantenha ambição e cumpra expectativas

O Primeiro-Ministro, António Costa, assumiu o compromisso de Portugal ser um país neutro em carbono em 2050 e definiu um roteiro de neutralidade carbónica com vários cenários que permitam definir os métodos mais custo-eficazes, setor a setor, para poder atingir-se este objetivo ambicioso. Também o Ministro do Ambiente afirmou que “Portugal foi dos primeiros países a formalizar essa ambição, de tal forma que na COP [de Bona]há uma grande curiosidade e iremos apresentar a metodologia que estamos a seguir e as razões dos nossos objetivos”.

Apesar da descida de 7 posições neste ranking, Portugal manteve no entanto a avaliação de bom desempenho e está na direção certa, especialmente ao nível das renováveis e da eficiência energética. Contudo, como esta nova classificação vem demonstrar, necessita de medidas concretas e principalmente de implementá-las, para fazer jus ao compromisso do Primeiro-Ministro António Costa de “sermos neutros em emissões de GEE até ao final da primeira metade do século”, e isso será demonstrado quando o Roteiro de Baixo Carbono para 2050 estiver finalizado e tornado público.

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