Município de Sátão celebra XII Feira do Míscaro este fim de semana

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O Largo de S. Bernardo volta a ser o palco de mais uma edição da Feira do Míscaro, uma iniciativa da Câmara de Satão, que este ano decorrerá durante dois dias. No fim-de-semana de 17 e 18 de Novembro, os amantes desta iguaria demandam a Capital do Míscaro, onde está tudo a postos para acolher turistas, visitantes, especialistas na degustação de míscaros, artesãos, vendedores e compradores de míscaros que farão com que este certame continue a ser um sucesso.

No 17 de Novembro, a partir das 15 horas, na Casa da Cultura de Sátão decorre um ciclo de conferências, a primeira subordinada ao tema “Preservar e Valorizar a Biodiversidade Micológica pelas Boas Práticas”, com Manuel Paraíso da Associação Micológica “A Pantorra”; e a segunda, “O Ecossistema Natural e Económico da Capital do Míscaro”, com Paulo Barracosa, da Escola Superior Agrária de Viseu. No final haverá uma Prova de Degustação de Cogumelos Silvestres, “Os Aromas que Inebriam do Cerne Lenhoso ao Fumado da Caruma”, com o Chef Paulo Cardoso, da Casa da Ínsua.

A programação de domingo começa às 10 horas, onde os visitantes poderão comprar os míscaros, bem como o artesanato do concelho. Haverá a já habitual prova de míscaros, acompanhada de pão e vinho do Dão. Da parte da tarde não faltará animação, com o Rancho Folclórico de São Miguel de Vila Boa e o grupo musical Minhotos Marotos & Cláudia Martins. Às 16,30 horas é oferecido o tradicional magusto de S. Martinho.

A Capital do Míscaro promete um certame com as cores de Outono, onde o produto de eleição, o Míscaro, andará de mãos dadas com uma vasta oferta cultural e com a gastronomia típica de um concelho onde impera a “Arte de Bem Receber”.

Em conversa com a Gazeta Rural, o presidente da Câmara de Satão espera um grande evento, com muito míscaro e com milhares de visitantes. Paulo Santos diz que “não há a abundância de outros tempos”, mas não faltará esta iguaria da Feira.

O autarca mostra-se esperançado que o concurso para a requalificação da EN 229, que liga o Satão a Viseu, seja lançado até final do ano, adiantando que a questão da água, que o preocupa, está a ser tratado com a Câmara de Viseu.

Gazeta Rural (GR): Este ano há míscaro?

Paulo Santos (PS): Sim, este ano há míscaros, mas não com a abundância de outros tempos. Como choveu bastante e com o sol que se tem feito sentir já se vê pelas estradas da região muita gente a apanhar míscaro.

GR: O que significa uma boa feira?

PS: Tudo fazemos para que tal aconteça. No entanto, a natureza é que manda. Esperamos que as pessoas que se dedicam à apanha, uns para consumo próprio, outros para comercializar que encontrem muito míscaro, que o levem à feira. Os restaurantes do concelho também aderiram a esta iniciativa e proporcionarão pratos em que esta iguaria está presente.

GR: Que efeitos teve a seca do ano passado para o míscaro?

PS: A seca não terá tido efeitos muito negativos para o míscaro. Pior que a seca são os incêndios. Contudo, o nosso concelho não foi fustigado por essa tragédia. Com a chuva os míscaros rebentam.

É evidente que provoca sempre alguma alteração, mas por aquilo que temos visto, o míscaro amarelo, e outras espécies comestíveis, continuam a aparecer na nossa região e são uma boa fonte de receita para muitos satenses.

GR: Mudando a agulha, para os acessos ao Satão. Como está a questão da EN 229?

PS: Temos a promessa do senhor ministro Pedro Marques que o concurso irá ser feito durante o segundo semestre deste ano. Ora, estamos a chegar ao fim do ano e esperamos que o concurso saia. Não vamos estar todos os dias a insistir com o senhor ministro ou com o senhor secretário de Estado, mas no final deste mês vamos falar com as Infraestruturas de Portugal para saber qual o ponto de situação do projecto que irá reformular e melhorar a ligação Sátão – Viseu, que é importantíssima para nós. A interioridade ainda se faz sentir mais com o acesso que temos a Viseu.

GR: O concelho recebeu, este ano, alguns investimentos de relevo, com destaque para a compra da Quinta da Taboadela pelo Grupo Amorim. Foi um bom ano para o Sátão?

PS: Não foi um ano excepcional, mas foi bom. Houve empresas que transferiram a sua sede social para o nosso concelho. Embora tivessem cá a sua actividade, tinham a sede tributária noutro local, o que registamos com muito agrado, como a Frueat, em Travancela, uma empresa de primeira linha e que é hoje uma marca de referência nacional e internacional.

O facto do Grupo Amorim ter adquirido a Taboadela e estar a investir numa nova adega e na restauração da parte habitacional da quinta para alojamento de luxo, irá, com certeza, desenvolver o enoturismo no concelho e na região.

Quanto à Zona Industrial, temos dois lotes vendidos e esperamos em breve ter mais empresas interessadas em ali se instalarem e daqui a uns tempos termos ali um polo empresarial importante, com a criação de emprego, o que será bom para a economia do concelho.

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