Ministro diz que oposição “fala do que não sabe” sobre redução de produção de bovinos até 2050

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O ministro do Ambiente e da Transição Energética disse hoje que a oposição, que pediu a sua presença no parlamento para abordar a redução da produção de bovinos entre 25 a 50% até 2050, “fala do que não sabe”.

“Fala do que não sabe e faz uma caricatura de um trabalho extraordinariamente importante”, afirmou João Pedro Matos Fernandes, questionado sobre o pedido do PSD, à margem de uma sessão sobre economia circular no Algarve, realizada em Faro.

“Tendo de reduzir as emissões, é no gado bovino que mais facilmente o conseguiremos fazer”, explicou o ministro, sobre a matéria.

Entre 2030 e 2050, prosseguiu, os cenários que estão a ser discutidos “preveem uma redução do número de bovinos que não há de ser muito diferente, se projetar a média dos últimos anos até essa mesma data”.

Matos Fernandes salientou que a mobilidade e a energia elétrica são “os dois principais setores em que mais se tem de fazer para atingir a neutralidade carbónica”, mas que “não pode ninguém ficar de fora”, incluindo o setor agrícola.

A agricultura “tem um papel fundamental na neutralidade”, frisou o governante, porque a redução do volume de emissões terá de ser compensada com o sumidouro de carbono, aumentando a área florestal e reduzindo a área ardida “para metade da média dos últimos anos” em Portugal.

“Estamos a trabalhar para 2050, onde vamos ter mais áreas de cereais, mais pomares e mais hortícolas”, disse Matos Fernandes, antecipando “uma revolução no setor” agrícola, seja no litoral ou no interior do país, com emprego “muito mais qualificado do que existe hoje”.

Para o ministro do Ambiente e da Transição Energética, “a neutralidade carbónica não se consegue com apoios”, mas “com o compromisso de todos os setores económicos e de todos os cidadãos em ter uma economia muito mais eletrificada, um padrão de mobilidade completamente diferente daquele que temos e uma produção elétrica completamente provinda de fontes renováveis”.

Em relação à ida ao parlamento, Matos Fernandes garantiu que“um membro do Governo não tem de se manifestar nem disposto nem indisposto a irao parlamento, quando é chamado, vai lá”.

Fonte: Sapo.pt

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