Festival em Viseu junta o prazer dos livros com os néctares e sabores do Dão

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Michael Palin, o famoso comediante britânico dos Monti Python, é a atracção maior do Festival Literário “Tinto no Branco”, evento integrado no Salão “Vinhos de Inverno, que vai decorrer no Solar do Vinho do Dão, em Viseu, de 1 a 3 de Dezembro. O evento harmoniza os prazeres dos livros, das conversas e da música com os néctares e sabores do Dão.

O ‘Tinto no Branco’ vai juntar em Viseu cerca de 30 convidados em outros tantos momentos de programação, em mais de 50 horas, que incluem conversar literárias, ateliês infantis, performances, exposições, visitas guiadas e outras propostas, sendo atractivo para famílias e públicos diversos.

A edição deste ano o festival constrói a sua narrativa em torno de duetos, de frente-a-frente, em conversas que confrontam temas como ciência e religião, poesia e prosa, campo e cidade e ócio e trabalho.

O momento alto do festival chega no dia de abertura, a 1 de Dezembro, com uma conversa que senta à mesa o comediante britânico dos “Monty Python” Michael Palin e o humorista dos “Gato Fedorento” Ricardo Araújo Pereira. No leque de convidados figuram ainda Pedro Mexia, Francisco Viegas, Frei Bento Rodrigues, Nuno Júdice, Afonso Cruz, Daniel Oliveira ou Fernando Dacosta.

O Festival é um evento âncora que dá corpo ao salão de néctares que decorrerá no Solar do Dão, no âmbito do “Vinhos de Inverno, o último evento da agenda de promoção enoturística promovida pelo Município de Viseu e pela Viseu Marca.

O Solar do Vinho do Dão receberá um salão de provas de vinhos, com os produtores do Dão a darem a conhecer os seus néctares, um espaço para provar e comprar produtos agroalimentares, bem como artesanato. A cozinha do Solar terá um inquilino especial, tendo em permanência o restaurante QB Eventos, com a assinatura do Chef Luis Almeida. Pratos regionais, petiscos e sabores que combinam com os vinhos do Dão fazem parte da carta.

A Tenda dos Jardins de Inverno será o espaço a privilegiar no evento para quem procura uma bebida quente, doces glamorosas e um palco de concertos com bar. O Lado B de Viseu estará também presente, com as visitas literárias “Viseu Misteriosa”.

O Festival vai ser aproveitado para uma homenagem a António Homem Cardoso, aproveitado para o lançamento de um livro do fotógrafo e escritor sobre Viseu.

“A melhor edição do festival”

Na apresentação do evento o presidente da Câmara de Viseu mostrou-se convicto de que “esta será a melhor edição do festival literário “Tinto no Branco”, que serve para reforçar Viseu enquanto “cidade cultural e de destino vinhateiro”. “Estaremos seguramente hoje ao nível do que melhor se faz do ponto de vista internacional”, referiu Almeida Henriques, salientando que serão “quatro dias muito intensos, de actividade diária, com números surpreendentes: 30 convidados, 30 eventos, 40 produtores e dois grandes cabeças de cartaz na abertura”, sustentou o autarca.

Almeida Henriques sustentou ainda a necessidade de “potenciar o cunho rural do concelho de Viseu e da região”, como “um factor de diferenciação que nos identifica”, pois “somos um destino completamente diferente dos outros, porque temos este mix de eventos para oferecer a quem nos visita durante o ano”.

“Um ‘cocktail’ sedutor e atractivo”

Já o vereador da Cultura e Turismo, Jorge Sobrado, salientou que durante o evento os “30 grandes nomes da literatura, do pensamento e da cultura serão acompanhados por 30 grandes vinhos do Dão”. “Teremos em Viseu uma inédita e singular concentração de grandes nomes da literatura, grandes vinhos e alguns nomes emergentes da música. São estrelas neste firmamento que estarão no Solar do Vinho do Dão”, apontou. Para Jorge Sobrado, este é um ‘cocktail’ sedutor e atractivo, onde se juntam vinhos, literatura, conversas sabores e património. “É uma oferta que preenche uma lacuna na área da literatura para a comunidade. É também um ‘cocktail’ atractivo para turistas, sem desprimor para o turismo de autocarro, mas para o turismo cultural e qualificado”, concluiu.

Uma edição “bem conseguida e muito bem casada”

Na sua intervenção, o vereador com o pelouro do Desenvolvimento Rural da Câmara de Viseu referiu que esta edição do Festival “está bem conseguida e muito bem casada”, pois “à lareira há lugar para ler um livro e beber um bom vinho”, seja um Encruzado, novo ou com já com alguns anos, ou um Touriga Nacional, “as duas principais ‘bandeiras’ da região”, mas também um blend ou um monovarietal de outras castas nobres da região do Dão.

João Paulo Gouveia desafiou aos produtores, “desta região centenária e a mais antiga região de vinhos de Portugal” para que “estejam presentes em grande número neste evento, um palco relevante na sua região”.

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