Festa da Maçã Bravo de Esmolfe é este fim de semana em Penalva do Castelo

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O Parque de Exposições de Santo Ildefonso, na freguesia de Esmolfe, recebe a Festa da Maçã Bravo de Esmolfe, uma iniciativa da Câmara de Penalva do Castelo que visa promover um dos produtos de excelência do concelho. O evento vai receber, também, outros produtos da época, mas também o vinho do Dão, o queijo, o fumeiro e a doçaria associada.

À Gazeta Rural, o presidente da Câmara de Penalva, Francisco Carvalho, diz que apesar do atraso na maturação, haverá maçã com fartura, prevendo que sejam transaccionadas no certame cerca de 10 toneladas de maçã Bravo de Esmolfe, sendo esperadas cerca de seis mil pessoas durante aquele dia.

Gazeta Rural (GR): Como se encontra a campanha deste ano de maçã?

Francisco Carvalho (FC): Este ano a maçã acusa algum atraso na maturação. Os agricultores dizem que há um atraso de cerca de 30 dias, daí se termos adiado em oito dias A Festa da Maçã Bravo de Esmolfe. A Cooperativa Agrícola de Mangualde também está preocupada com este atraso e está já a receber maçãs. Contudo, esta situação veio perturbar um pouco a nossa festa.

Os agricultores tinham previsto iniciarem a colheita uma semana antes, mas o fruto está assegurado no evento. Não há qualquer problema, com as maçãs porque com mais 15 dias ficaram no ponto e estão no estado de maturação ideal para serem colhidas e transaccionadas.

GR: Qual o numero de produtores previsto?

FC: Teremos sensivelmente o mesmo número do ano passado. Estarão também presentes as Escolas e as IPSS do concelho. No evento, prevemos que serão transaccionadas mais ou menos dez toneladas de maçã Bravo de Esmolfe.

Quando promovemos um produto aliamos sempre a trilogia de excelência, como a maçã, o queijo e o vinho, onde os produtores engarrafadores marcarão presença. Os vendedores ambulantes de petiscos, comidas e bebidas também estarão presentes, para que os visitantes que vierem à Feira possam almoçar no recinto e ficar para a animação da tarde.

Em termos de animação, temos um grupo de música diferente, mas do mesmo género, o duo ‘Artur e Márcia’, bem como outros grupos locais de música tradicional, como a Escola de Música de Esmolfe e o Rancho Folclórico de Penalva do Castelo.

Penso que estão reunidas as condições para que este certame mantenha o mesmo nível dos anos anteriores, não só a exposição e venda de maçã, mas também a animação está assegurada.

Este ano, vamos dividir o evento em duas partes. Uma direccionada para as cerimónias oficiais e recepção das entidades oficiais que nos irão visitar e a parte da tarde com mais animação para a população penalvense e para quem nos visitar. Esperamos um número aproximado aos dos anos anteriores, entre 5 a 6 mil pessoas marcaram presença no recinto Santo Ildefonso.

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GR: A maçã está atrasada, mas a sua qualidade está assegurada?

FC: Os agricultores dizem que sim. Há um atraso na maturação do fruto, mas esse facto ‘empurrou-a’ para o período normal da colheita. Nos anos anteriores, devido ao calor excessivo no Verão, a colheita adiantava, porque a maçã Bravo Esmolfe, desde que me lembro, era colhida no Outono, já depois das vindimas. Este ano teve um processo mais natural, adequado a sua qualidade e que vai ficar colhida e saboreada na sua plenitude, em Outubro.

GR: As questões do clima estão a provocar estas alterações, atrasos ou avanços. No vinho tem ideia de como foi a campanha no concelho?

FC: Por aquilo que me foi dado saber, as vindimas acabaram e a quebra rondou os 20%, menos que o esperado.

GR: Penalva do Castelo foi uma das dezoito autarquias que concorreram e que viram aprovado o apoio à limpeza florestal. O que pretende fazer com essa candidatura?

FC: O número reduzido teve a consequência do atraso com que foi feito o aviso para essa candidatura, quase espontânea. Talvez muitos municípios tenham sido apanhados desprevenidos com essa linha de crédito outros terão presumido que não valeria a pena candidatarem-se, porque os montantes envolvidos eram baixos, na ordem dos 50 milhões, que não daria para todos. Outro motivo talvez tenha sido o de não verem grandes vantagens nesta linha de crédito.

No entanto, tive conhecimento, também por informação dos técnicos, que haveriam muitos proprietários que não iriam fazer a limpeza da floresta e que teria que ser autarquia a substituí-los. Foi nesta linha de pensamento que se entendeu que não se deveria sacrificar o orçamento municipal com obras que dizem respeito aos munícipes de Penalva do Castelo para defesa da floresta. Uma vez que o Governo disponibilizou essa linha de crédito, em que havia um ano de carência e nos outros anos a ausência de juros, ou seja, concluiu-se que deveríamos utilizá-la. A proposta foi levada à reunião de Câmara e à Assembleia Municipal, foi aprovada, para estarmos em condições de fazer essa candidatura, que foi aprovada. Naturalmente que fico satisfeito, porque vamos investir na limpeza da floresta, com dinheiro que não vai sacrificar o orçamento municipal. Uma vez que vivemos num território de baixa densidade, em que lutamos todos os dias contra a desertificação, é justo que aqui seja investido dinheiro.

A autarquia de Penalva do Castelo já fez muito e este ano, mais uma vez, esperamos chegar ao fim da época de incêndios e congratularmo-nos, porque fomos muito mais longe na limpeza das florestas. Tomámos a iniciativa de fazer a prevenção e a vigilância com custos municipais e de algumas freguesias que se associaram, bem como os populares que aceitaram o desafio de mantermos, mais uma vez, o nosso concelho verde.

A aposta de Penalva do Castelo passa pela nossa trilogia de excelência, pela agricultura, mas, também, pelo turismo. Se apresentarmos um território protegido dos incêndios, torna-nos num concelho mais atrativo para quem nos visita. Se aliarmos a nossa paisagem à oferta hoteleira, que privilegia o Hotel Portas do Dão, mas também o nosso ex-libris, o Hotel Charme Casa da Ínsua, temos mais hipóteses de atrair turistas ao nosso concelho.

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Fonte: Gazeta Rural

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