Dia de Viriato regressa no domingo à Feira de S. Mateus de Viseu

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O Dia de Viriato regressa no domingo à Feira de S. Mateus, Viseu, evocando com um conjunto de atividades gratuitas pensadas para todas as idades o herói lusitano que é considerado um dos símbolos da cidade.

Em conferência de imprensa realizada hoje junto à estátua de Viriato, o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, realçou o simbolismo deste dia, assinalado pelo terceiro ano consecutivo e que está “cada vez mais valorizado”.

“Insere-se na estratégia que temos vindo a seguir. Evoca as inovações introduzidas na feira nos anos 20 pela mão de reformistas como Almeida Moreira e é, nesse sentido, também um tributo”, afirmou.

O autarca sublinhou que será um dia “‘made’ em Viseu”, que contará “com convidados ilustres, como o José Ruy e o Batista Mendes na banda desenhada, e Deana Barroqueiro na literatura histórica”.

O gestor da Viseu Marca, Jorge Sobrado, explicou que, apesar de Viriato ser o homenageado neste dia, “nele se inscrevem todos os heróis de Viseu: heróis, lendas e algumas mentiras, algumas narrativas que são tão sedutoras como a verdade histórica”.

O programa, que decorre entre as 10:00 e a meia-noite, arranca com um ‘peddy papper’ intitulado ‘À descoberta de Viriato III’, que promete levar os participantes a “lugares que são óbvios, onde a marca, o nome, a figura do herói” são reconhecidos, mas também a outros “quase sigilosos, quase silenciosos”, e que serão resgatados para a visibilidade, acrescentou.

À tarde, realiza-se a rubrica ‘Há conversa na feira’, dedicada ao tema ‘Viseu, Cidade de Heróis’ que, segundo Jorge Sobrado, será “uma espécie de pugilato sobre Viriato”, com a participação de “amigos e inimigos, crentes e incrédulos na figura do herói”.

À mesma mesa estarão a romancista histórica Deana Barroqueiro e os historiadores Fátima Costa e Luís Fernandes.

Segundo o responsável, será reeditado o concurso ‘O melhor viriato Feira de S. Mateus’ – dedicado ao tradicional bolo em forma de V – que “é uma afirmação da recusa dos substitutos da doçaria regional de Viseu”.

Durante a tarde, haverá também a inauguração da exposição de banda desenhada “Infante D. Henrique”, primeiro duque de Viseu, da responsabilidade do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (GICAV).

Luís Filipe Mendes, do GICAV, explicou que a exposição terá três momentos altos: 22 painéis com um levantamento do que já foi publicado em banda desenhada sobre o Infante D. Henrique, 18 trabalhos originais de diferentes artistas sobre “O navegador” e a reedição de publicações de Baptista Mendes e de José Ruy datadas de 1960, com a presença dos autores.

À noite, a marioneta gigante do espetáculo de teatro de rua ‘Viver Viriato’ volta a aparecer ao público, junto à Cava de Viriato, numa produção do Trigo Limpo Teatro ACERT, com a companhia Erva Daninha e a Zunzum.

“Desde a primeira hora que o nosso objetivo era não ser um projeto que a ACERT vinha fazer a Viseu, mas um projeto que a ACERT construía com um conjunto de parceiros de Viseu nas suas diferentes etapas de trabalho e, para isso, envolvemos oito estruturas da região neste processo”, afirmou Miguel Torres, da ACERT.

Nesta noite, estarão a acompanhar a marioneta gigante 152 atores, “entre pessoas da ACERT, da Erva Daninha e gente de Calde, de Mundão, de Silgueiros, de Boa Aldeia, Farminhão, Torredeita e Viseu, que a Zunzum mobilizou”, acrescentou.

Um concerto do grupo musical viseense Tranglomango encerra o Dia de Viriato, que a organização espera que leve “vários milhares” de pessoas à Feira de S. Mateus.

O Dia de Viriato está ligado ao surgimento da estátua do herói na cidade. Em 1929 discutia-se a necessidade de angariar verbas para fazer um monumento em sua honra, tendo a Câmara decidido instituir um dia de entrada paga na Feira Franca (Feira de S. Mateus) com esse objetivo, o que aconteceu no ano seguinte.

Fonte: Noticias ao Minuto

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