Castas de Portugal: Síria

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Casta autóctone portuguesa

Sinónimos Reconhecidos: Conhecida por Roupeiro nas regiões do Alentejo e Península de Setúbal.

A actual utilização para plantações desta casta é cerca de 0,4% e encontra-se em ligeira expansão.

Informação Viticert

Morfologia

Extremidade do ramo jovem: Aberta, com forte pigmentação antociânica generalizada, elevada densidade de pêlos aplicados.

Folha Jovem: Verde amarelada com orla carmim. Página inferior com elevada densidade de pêlos aplicados.

Flor: Hermafrodita.

Pâmpanos: Gomos, nós e entrenós verdes. Gavinhas curtas.

Castas de Portugal: Síria

Folha Adulta: Média, pentagonal, quinquelobada. Limbo verde médio, perfil irregular, com fraco empolamento. Ondulação do limbo junto ao ponto peciolar. Dentes médios e convexos. Seio peciolar aberto, em V, por vezes limitado pela nervura perto do seio peciolar, seios laterais superiores por vezes apresentando lóbulos ligeiramente sobrepostos em V. Página inferior com elevada densidade de pêlos prostrados e pêlos erectos.

Cacho: Médio, piramidal alado, medianamente compacto. Pedúnculo curto e de média lenhificação.

Bago: Médio e uniforme, elíptico-curto e verde amarelado; película de espessura média e medianamente pruinada; polpa não corada, rija e suculenta; pedicelo curto.

Sarmento: Castanho amarelado.

Dr. Eiras Dias INIAP-EVN

Fenologia

Abrolhamento: Época média, 5 dias após a ‘Fernão Pires’.

Floração: Época média, 4 dias após a ‘Fernão Pires’.

Pintor: Época média, 9 dias após a ‘Fernão Pires’.

Maturação: Tardia, duas semanas após a ‘Fernão Pires’.

Dr. Eiras Dias INIAP-EVN

Fisiologia

Porte semi-erecto. Vigor médio/elevado. Sensível ao oídio e à Botrytis. Moderadamente sensível ao míldio e à escoriose.

Dr. Eiras Dias INIAP-EVN

Valor genético

Variabilidade intravarietal do rendimento intermédia.

Prof. Antero Martins ISA

Casta classificada

Vinho de qualidade DOC “Porto”, “Douro”, “Távora-Varosa”, “Beira Interior”, “Ribatejo”, “Palmela”, “Alentejo” em todas as sub-regiões, “Lagos”, “Portimão”, “Lagoa”, “Tavira”.

Vinho de qualidade IPR “Chaves”, “Valpaços”.

Vinho regional “Trás-os-Montes”, “Beiras” na sub-região Beira Alta, “Estremadura”, “Ribatejano”, “Terras do Sado”, “Alentejano”, “Algarve”.

Informação Anuário IVV

Descrição geral

Casta bastante produtiva e de boa aptidão cultural, quase em todo o país. Em zonas altas, alguns dos nossos melhores vinhos brancos foram produzidos a partir desta casta. Era de grande moda no final dos anos 80, mas perdeu significativamente a sua importância nas zonas de baixa altitude, especialmente no Ribatejo e Alentejo, devido à rápida degradação dos vinhos (oxidação).

Descrição do vinho monovarietal

Os vinhos dela obtidos apresentam tons citrinos definidos e um aroma intenso, fino e equilibrado, onde sobressaem notas de frutos tropicais pouco maduros e de citrinos. Ao sabor, os vinhos desta casta mostram algum acídulo, com características frutadas e de juventude marcantes. Normalmente baixa capacidade de envelhecimento (Laureano, 1999). A Síria na fase jovem apresenta um vinho, por excelência, sempre referido na literatura antiga. Com o envelhecimento, o vinho de zonas quentes, evidencia uma quebra acentuada da composição aromática. Recomendação para lote: Arinto, Antão Vaz, Sercial, Rabigato, Cercial Branca.

Qualidade do material vegetativo

Material policlonal garantia Porvitis. Material certificado dos clones 75 a 80 EAN e material em admissão à certificação JBP.

Alguns vinhos no mercado

Quinta dos Currais, Quinta do Cardo.

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