Alterações Climáticas: AML promove workshop na Moita

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Foi no auditório da Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça, na Moita, que decorreu, na manhã de 12 de novembro, o Workshop Municipal da Moita, no âmbito do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa – PMAAC – AML, dirigido aos vários agentes económicos e sociais do concelho e a técnicos de diferentes áreas da Câmara Municipal da Moita.

Após as intervenções do Presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, e do Primeiro Secretário Metropolitano da AML, Carlos Humberto, a quem coube a abertura, foi apresentado o Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa, a Contextualização e Cenarização Climática na AML, a Cartografia de Riscos da AML e, a terminar, realizaram-se sessões setoriais para recolha de contributos para as medidas e opções de adaptação ao Plano Metropolitano, cuja versão final ficará concluída em meados de 2019.

“É fundamental o envolvimento de toda a sociedade”

Rui Garcia definiu os problemas ambientais, no geral, onde se incluem as alterações climáticas, como “a grande crise do século XXI”. “No modelo socioeconómico da nossa sociedade, onde tudo tem valor enquanto mercadoria, o Ambiente tem sido e continua a ser minimizado face aos lucros. Essas atitudes de desrespeito pelo meio ambiente vão ter consequências nos próximos tempos e temos de estar o mais preparados possível para lhes fazer frente”, referiu o autarca. Mas foi com palavras de otimismo que terminou a sua intervenção, afirmando estar ao alcance de todos operar mudanças profundas na sociedade: “é fundamental o envolvimento de toda a sociedade, de todos os agentes económicos e sociais, porque só assim conseguimos ter respostas eficazes para os problemas que temos de enfrentar com as alterações climáticas”.

O que queremos é qualificar a nossa região, preparamo-nos para os desafios e mitigarmos os problemas do futuro nesta área, um tema que muitas vezes nem temos a noção do quanto é importante”, explicou Carlos Humberto sobre a importância do Plano Metropolitano sobre as Alterações Climáticas que é encarado como um desafio da AML, dos seus 18 municípios, mas também da Humanidade.

Este foi o terceiro de 18 workshops municipais que a AML está a dinamizar em todos os municípios da área metropolitana, dirigidos aos agentes locais e técnicos das autarquias.

Com o PMAAC, a AML pretende conhecer e informar, de forma mais aprofundada, o fenómeno das alterações climáticas a nível local e metropolitano, identificando as principais opções e medidas necessárias para a adaptação das infraestruturas, dos equipamentos e dos métodos e práticas – quer das entidades, públicas e privadas, quer das próprias populações – aos cenários futuros de alterações e fenómenos climáticos extremos. O PMAAC-AML é cofinanciado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR) e a sua elaboração, que está a cargo de uma equipa transdisciplinar de consultores, decorrerá ao longo de 18 meses, até julho de 2019, envolvendo diretamente todos os 18 municípios da área metropolitana.

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