Vinho do Dão será o oficial do Museu de Arte Indígena no Brasil

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O vinho Índio Rei, produzido na Região Demarcada do Dão, em Portugal, e inspirado numa pintura de Grão Vasco, vai ser o vinho oficial do Museu de Arte Indígena, situado em Curitiba, no Brasil.

O segundo vinho da empresa Amora Brava, de Viseu, o Índio Rei Dão DOP 2014 será apresentado na quarta-feira, durante a inauguração das novas instalações do Museu de Arte Indígena (MAI), que é o resultado de dezassete anos de trabalho de Julianna Podolan Martins em expedições a povos indígenas de todo o Brasil.

“O MAI não vai ter outros vinhos à venda, vai ter apenas o Índio Rei, um vinho português, para fazer a ligação de Portugal ao Brasil”, explicou à agência Lusa a engenheira agrícola Susana Abreu, que com o enólogo Carlos Silva criou a Amora Brava.

De acordo com Susana Abreu, apesar de a questão comercial estar ainda a ser negociada, o objetivo é o de que o projeto tenha uma dimensão mais abrangente.

“A marca é da Amora Brava, mas eu partilho-a com o MAI. Este é simplesmente o primeiro produto Índio Rei”, frisou.

O Índio Rei Dão DOP 2014 é um ‘blend’ (mistura) da colheita de 2014, feito com uvas das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Pinheira e Aragonês.

O Museu Nacional Grão Vasco (MNGV), de Viseu, tem sido uma inspiração para a Amora Brava.

“Foi ao percorrer os dois espaços culturais mais emblemáticos da cidade de Viseu, que são a Sé Catedral e o MNGV, que encontrei a inspiração para este novo projeto”, explicou Susana Abreu, aludindo ao índio brasileiro pintado por Grão Vasco no painel Adoração dos Reis Magos, que pode ser visto no museu.

Para o enólogo Carlos Silva, “foi um desafio fazer um vinho do Dão com uma personalidade própria, que expressa a natureza autóctone, com grande recorte, firmes taninos e corpo aveludado, com notas de cereja, cacau, madeira exótica, incenso e fumo ligeiro”.

“Esta parceria é extremamente importante e tão inusitada quanto o MAI ou uma marca de vinho com um nome indígena”, considerou Julianna Podolan Martins, que é diretora e proprietária do museu brasileiro.

Na sua opinião, o Índio Rei é “uma inovação em termos de conceito”, mas também uma forma de levar para o Brasil “um vinho que conta a história de uma obra de um pintor português”, que desconhecia.

Julianna Podolan Martins sublinhou que a parceria engrandece os dois projetos: “aportará novos visitantes ao MAI, em Curitiba, mas também ao MNGV, em Viseu”, por via do quadro de Grão Vasco.

Na página da Internet do MAI pode ler-se que se trata do “primeiro museu particular do Brasil dedicado exclusivamente à produção artística dos indígenas brasileiros” e que conta “com um dos maiores acervos do mundo nesta área”.

“São cerca de 700 peças divididas entre arte plumária, cerâmica, cestas, instrumentos musicais, máscaras ritualísticas e objetos utilitários”, acrescenta.

Em Portugal, o vinho Índio Rei será apresentado no início de janeiro de 2017.

O primeiro vinho da empresa Amora Brava foi dado a conhecer em fevereiro, com o nome Psique Dão DOP 2014, que representa a paixão do casal pela viticultura e a enologia.

Fonte: Sapo.pt

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