Trás-os-Montes com 600 mil euros para inovar

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A região de Trás-os-Montes tem disponíveis quase 600 mil euros para inovação no âmbito de um projecto apresentado em Bragança, que reúne 500 empresas, comunidades intermunicipais, associações empresariais e comerciais e ensino superior e investigação.

O propósito do Projecto INOVAR+, Promoção da Inovação na Região de Terras de Trás-os-Montes, Douro e Alto Tâmega, é criar núcleos de inovação para procurarem soluções para os problemas do território transmontano e alto duriense, como explicou o presidente da Associação Empresarial do Distrito de Bragança (NERBA), Eduardo Malhão.

A iniciativa quer aproveitar “o ciclo de aposta na inovação” que está a ser feito a nível nacional com uma candidatura a fundos estruturais que contemplou 593 mil euros o projecto que será agora divulgado em sessões por todos os concelhos da região.

Trata-se de um projecto transversal, como indicou Eduardo Malhão, que junta as três Comunidades Intermunicipais (CIM), nomeadamente do Douro, Terras de Trás-os-Montes e Alto Tâmega, as associações empresariais de Bragança, Vila Real e Alto Tâmega (NERBA, NERVIR e ACISAT), o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a Escola Superior de Lamego.

“O objectivo é desenvolver em todos os territórios espaços de inovação em que as associações, em conjunto com os estabelecimentos de Ensino Superior e com as empresas, possam criar departamentos de inovação e que possam dar um passo em frente em termos de inovação”, apontou.

Este propósito “tem a ver não só com produtos, mas também com processos e serviços”, como realçou o dirigente empresarial.
“Quando falamos em inovação, falamos no registo de patentes, na criação de novos produtos, de novas marcas, novos sistemas. Inovar é fazer diferente: é criar, é andar à frente, é ter visão. As organizações que não forem inovadoras tendem a ser ultrapassadas pela concorrência”, afirmou.

Da mesma forma, os promotores do projecto entendem que “os territórios para serem competitivos têm de ser inovadores, pró-activos, têm de perceber que não se podem limitar a fazer investimento em infraestruturas” e que “é preciso investir em soluções inteligentes para os problemas que os territórios têm, desde logo a demografia, o problema do despovoamento”
Eduardo Malhão reconheceu que “não existe ainda muita cultura de inovação nas organizações e que é importante criar também uma nova consciencialização ao nível dos empresários, no sentido de terem uma estratégia, uma visão de futuro e de aposta muito forte na inovação”.

Pretende-se que seja “uma cooperação de longo prazo, estruturante, que permita criar também redes de trabalho e que através das boas experiências em cada território se possam desenvolver bons projectos”.

“Todos juntos optimiza a captação de fundos e o trabalho e cooperação em rede optimiza os processos”, considerou.

Fonte: Publico

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