Segurança Alimentar: Os Perigos mais Relevantes para a Saúde Pública

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Segurança Alimentar: Os Perigos mais Relevantes para a Saúde Pública

Artigo de opinião de
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Ana Machado, Directora Técnica SGS Multilab e Teresa Branco, Business Development da SGS Portugal

Segurança Alimentar: Os Perigos mais Relevantes para a Saúde Pública

Na produção de alimentos, transporte e armazenamento é necessário desenvolver um conjunto de normas capazes de garantir produtos seguros para os consumidores. Baseada na análise de riscos, a União Europeia tem vindo a desenvolver políticas nesse sentido com a elaboração de um quadro legislativo global que tem sofrido adaptações de acordo com as novas realidades.

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) foi criada para a obtenção de pareceres científicos independentes sobre todas as áreas com impacto direto ou indireto na segurança alimentar. Tem personalidade jurídica própria e é independente das outras instituições da União Europeia. Recolhe informações e analisa os novos avanços científicos, de modo a identificar e a avaliar todos os eventuais riscos para a cadeia alimentar. Pode também proceder a uma avaliação científica de qualquer matéria suscetível de ter impacto direto ou indireto na segurança do aprovisionamento de alimentos.

Quando falamos de alimentos saudáveis temos de ter sempre em atenção o conceito de “perigos” e que estes podem ser de natureza biológica, física ou química.

Perigos de natureza biológica

Nos perigos biológicos temos os microrganismos como vírus, bactérias, protozoários e fungos, capazes de contaminar os alimentos e causar toxi-infeções alimentares. Os alimentos possuem na sua composição água, proteínas, lípidos, hidratos de carbono, sais minerais, vitaminas, entre outros, e desta forma tornam-se meios para o desenvolvimento e vetores de transmissão destes microrganismos.

Com o desenvolvimento bacteriano é promovida a deterioração dos alimentos e consequentemente as características sensórias dos mesmos vão ser alteradas, afetando o cheiro, a cor, o sabor, a textura, a viscosidade, dos mesmos. A presença e desenvolvimento de bactérias patogénicas levam ao aparecimento de intoxicações e infeções alimentares. As bactérias que mais contribuem para estes problemas são a E. coli, Salmonella, Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus, Clostridium perfringens, Bacillus cereus, Vibrio e Campylobacter.

Nos vírus, embora não se multipliquem nos alimentos (por necessitarem de células específicas), a sua destruição também não ocorre se não houver uma confeção adequada do produto. Os vírus mais frequentemente implicados em doenças são os da hepatite A e E, os rotavírus (principal causa de diarreia infantil) e os vírus da família Norwalk que provocam gastroenterites.

Os fungos que se dividem em leveduras ou bolores (fungos filamentosos) são também uma importante fonte de contaminação dos alimentos.

Perigos de natureza física

Como perigos físicos temos fundamentalmente a presença de corpos estranhos, como metais, plástico, madeira, entre outros, que durante o processo de fabrico ou preparação podem entrar em contacto com os alimentos.

Perigos de natureza química

Os perigos de natureza química podem ter efeitos extremamente graves na saúde dos consumidores, como efeitos teratogénicos, carcinogénicos, psicotrópicos, degenerescências hepáticas, renais, neurológicas, alergias, entre outros.

Nestes perigos estão englobados os contaminantes, ou seja, as substâncias que não são adicionadas intencionalmente ao género alimentício, mas está nele presente como resíduo da produção, transporte, armazenagem e contaminação ambiental.

A SGS presta serviços que abrangem a totalidade do ciclo produtivo, baseando-se num conhecimento profundo das necessidades dos diferentes tipos de operadores neste setor, com vários serviços integrados e diversas soluções.

Agricultura e Mar Actual

Segurança Alimentar SGS 2016-09-05 CarlosCaldeiraLer Artigo Original

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