Rede Rural dinamiza Grupos de Trabalho Temáticos dos Circuitos Curtos Agroalimentares

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Rede Rural dinamiza Grupos de Trabalho Temáticos dos Circuitos Curtos Agroalimentares

A Rede Rural nacional (RRN) vai iniciar a dinamização dos Grupos de Trabalho Temáticos (GTT) dos Circuitos Curtos Agroalimentares. Estão abertas as inscrições para a participação nos GTT de 30 de Setembro a 14 de Outubro.

A participação dos membros da RRN no GTT faz-se por inscrição, através de preenchimento da ficha de inscrição, disponível no site da RRN.
Para saber mais.

A Rede Rural Nacional chama a atenção para o seguinte:

– Os GTT são temporários, com uma duração pré-definida.
– Os GTT são constituídos por membros da RRN interessados em trabalhar a temática, podendo-se associar aos seus trabalhos outras entidades e especialistas.
– Os GTT podem ser de âmbito nacional ou regional, sendo o seu modelo de funcionamento flexível, em resultado do número de participantes e dos objectivos definidos.
– As entidades participantes no GTT devem fazer-se representar preferencialmente por técnicos especialistas na área temática, disponíveis para participar em trabalho não remunerado.
– As despesas de deslocação não serão comparticipadas nem serão pagas ajudas de custo.

O Plano de Acção da Rede Rural Nacional prevê a criação de Grupos de Trabalho Temáticos para desenvolver temas de trabalhos prioritários no âmbito da agricultura e desenvolvimento rural, resultantes do debate nas estruturas da RRN. Estes Grupos de Trabalho Temáticos (GTT) são temporários, com uma duração pré-definida, à excepção dos GTT Leader/DLBC e Inovação que têm carácter permanente.

Para a selecção destas temáticas realizaram-se durante os meses de Junho e Julho cinco workshops regionais (Algarve, Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo, Centro, Norte), com a participação de cerca de duzentos e cinquenta membros da RRN, a partir dos quais foram seleccionadas as seguintes áreas temáticas a desenvolver pelos GTT:

  • Comercialização da produção agro-alimentar, circuitos curtos de comercialização de produtos agro-alimentares e valorização da produção de qualidade.
  • Organização da produção: organização de produtores, cooperativismo e associativismo agrícolas;
  • Dinamização das zonas rurais, acesso à terra, jovens agricultores e turismo rural;
  • Valorização da floresta – Gestão florestal;
  • Utilização eficiente dos recursos no âmbito da exploração agrícola, novas fileiras produtivas e produção sustentável das fileiras no âmbito das alterações climáticas.

Circuitos Curtos Agroalimentares

Mas, o que é um Circuitos Curto Agroalimentar? Um modo de comercialização dos produtos agro-alimentares que se efectua por venda directa do produtor ao consumidor ou por venda indirecta através de um único intermediário. A ele se associa uma proximidade geográfica (concelho de produção e concelhos limítrofes) e relacional entre produtores e consumidores.

A definição remete para os seguintes aspectos distintivos:

-A origem local e identificada do produto – rastreabilidade e sazonalidade;
-O produtor, para além da intervenção directa na produção, também interfere frequentemente na transformação e comercialização dos produtos;
-Os produtos transformados utilizam matérias-primas provenientes das explorações locais;
-O consumidor tem acesso a informação sobre a origem do produto, o seu modo de produção e as respectivas qualidades específicas;
-O fluxo de comunicação entre produtores e consumidores permite criar confiança mútua e diferenciar os produtos locais dos restantes.

Os circuitos de comercialização de proximidade não são novos. No entanto, assumem hoje em dia novas dimensões e diversificam-se, em resultado da conjugação de uma multiplicidade de motivações por parte de consumidores e produtores.

A possibilidade de comprar produtos locais directamente ao produtor é, para muitos consumidores, a forma mais satisfatória de garantir a qualidade, rastreabilidade e autenticidade os produtos e uma maneira de apoiar a economia local.

As preocupações pelas questões ambientais têm levado igualmente a um interesse crescente por métodos alternativos de comercialização dos alimentos.

Os produtores, que não possam ou não pretendam aceder às exigências estabelecidas pelas cadeias de distribuição, optam por comercializar os seus produtos através de circuitos curtos. A aposta não é apenas escoar e remunerar melhor os produtos ou valorizar a qualidade e a singularidade de alguns deles, mas frequentemente conseguir obter o reconhecimento social da sua actividade.

Agricultura e Mar Actual

Rede Rural Nacional 2016-10-03 CarlosCaldeiraLer Artigo Original

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