Protesto simbólico alertou para a “ruína” da produção agrícola nacional

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A União dos Agricultores do Distrito de Leiria promoveu hoje uma simbólica ação de protesto no mercado de Pombal para alertar para a “ruína” da produção nacional.

Numa iniciativa de pequena expressão, que juntou cerca de duas dezenas de pessoas à volta de um automóvel com um megafone, o presidente da associação, António Ferraria, defendeu o aumento dos preços à produção nacional e a contenção de importações desnecessárias.

“Estamos revoltados com a grande distribuição, que importa um volume considerável de produtos e quando compra aos pequenos produtores são eles que fazem o preço e pagam ao fim de 90 dias”, queixou-se o agricultor.

Segundo o presidente da União dos Agricultores do Distrito de Leiria, a grande distribuição é responsável pelos baixos preços pagos à produção, enquanto os consumidores pagam “caro” nas grandes superfícies.

António Ferraria defende “maior apoio à produção nacional e fiscalização dos produtos importados, para saber o que se está a comer”.

“A maçã e a pera é paga aos pequenos produtores a pouco mais de 20 cêntimos o quilo e é vendida a mais de um euro cada quilo, vejam lá a diferença”, sublinhou, salientando o elevado preço dos pesticidas, dos adubos e da mão-de-obra necessária.

Num folheto distribuído, a União dos Agricultores do Distrito de Leiria denuncia que, em média, apenas 20% do que o consumidor paga pelos produtores alimentares vai para os agricultores que os produzem.

Com o slogan “Consuma produtos nacionais! Ganhamos todos e ganha o país”, o panfleto refere, por exemplo, que as batatas são compradas ao produtor a um preço que varia entre os 10 e os 25 cêntimos o quilo e é vendida depois a 93 cêntimos, e que o arroz é pago a 27 cêntimos o quilo e chega ao consumidor a um euro.

O presidente União dos Agricultores do Distrito de Leiria entregou ainda ao presidente do município de Pombal uma carta aberta em que reclama “medidas de apoio específicas para a agricultura familiar contra a desertificação do mundo rural”.

Fonte: Sapo.pt

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