Produtores de Leite e Carne apoiam Capoulas na reintrodução de quotas na UE

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Produtores de Leite e Carne apoiam Capoulas na reintrodução de quotas na UE

A Associação Portuguesa de Produtores de Leite e Carne (APPLC) diz que o sector está a “trabalhar com prejuízo” e com “enormes dificuldades em assumir os compromissos bancários contratados”. No entanto, reconhece “o esforço que está a ser feito” pelo ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, concordando com a reintrodução das quotas na União Europeia. Mas, alertam que as manifestações podem continuar.

A associação diz em comunicado que a “regulação pública da produção, regresso ao sistema de quotas ou outro qualquer sistema que tenha o mesmo efeito, é fundamental para ultrapassar a crise e garantir a produção de leite do País”. No entanto, a APPLC diz que continuam a ser “necessárias medidas suplementares que levem as grandes superfícies comerciais a terem mais respeito pela produção nacional e pelos interesses do País, a indústria a fazer o mesmo e as cooperativas compradoras a cumprirem o seu papel de escoamento da produção e da garantia de preços justos aos produtores”.

Reconhecemos o esforço que está a ser feito pelo Governo no sentido de ajudar a produção a enfrentar estas dificuldades financeiras e agrada-nos a posição assumida pelo Sr. Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural de defender a regulação pública da produção nos países do espaço Europeu. Sendo positiva esta linha de apoio aprovada pelo Governo, que deve chegar o mais rápido possível aos produtores e produtoras, também é verdadeiro que não resolve o problema, apenas o minimiza”, refere o mesmo comunicado.

A APPLC reclama o fim das penalizações aplicadas aos produtores de leite que ultrapassem as quantidades máximas que lhes foram impostas pelos compradores a pretexto dos “contratos” que fizeram em situação muito desvantajosa para os produtores, e reclama também a rápida devolução, em dinheiro, aos produtores e produtoras, da franquia dos 2 cêntimos por Kg que tem sido descontados e retidos pelos compradores.

O Governo português “deve empenhar-se politicamente em procurar obter compromissos com outros governos para conseguir uma maioria que permita voltar ao sistema de regulação da produção nos países do espaço Europeu, tal como procurar outros mercados internacionais e também: criar condições de disciplina interna e de respeito pela produção nacional e pelos superiores interesses do País”, dizem os produtores.

“Urgente subida dos preços à produção”

A APPLC reclama também ao Ministério da Agricultura e aos compradores que criem as condições para a “urgente subida dos preços à produção” como condição necessária e indispensável à real melhoria da situação e consequente ultrapassagem da grave crise que a produção enfrenta.

“Os produtores e produtoras não aguentam mais esta situação e vão continuar a protestar até verem resolvidos os seus problemas. Estes protestos, que têm tendência a aumentar, não serão contra ninguém, apenas têm como objectivo alertar para a necessidade de todos assumirem compromissos, porque não pode ser apenas a produção a sofrer as consequências da crise. Também servem para que o Sr. Ministro sinta suporte de apoio para poder defender com mais força os interesses do país junto de Bruxelas”, realça o comunicado.

Segundo aquela associação de produtores, também o “Interprofissional do leite não pode continuar a ser apenas um espaço de debate! deve começar a assumir outras responsabilidades e garantir o seu dever na resolução de problemas e conflitos, como por exemplo: debater políticas de preços e criar consensos nos contratos a serem assinados, definir políticas e encontrar medidas e soluções para atacar as dificuldades e os problemas do sector em momentos de crise como este”.

A APPCL afirma ainda que o “grave problema criado aos produtores” com a suspensão do SIRCA – Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração, que “acarreta mais despesas para o sector e pode originar sérios problemas ambientais e preocupantes implicações na saúde pública não se pode manter”. A este respeito, realce-se que o novo contrato de concessão do SIRCA deverá entrar em funcionamento a 9 de Setembro. Ver mais aqui.

Agricultura e Mar Actual

Capoulas Santos 2016-09-05 Ana Cordeiro de SáLer Artigo Original

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