Marinha devolve ao oceano duas tartarugas-comuns e dois gansos-patola

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A Marinha Portuguesa em colaboração com o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios (CRAMQ) devolveu esta semana ao oceano duas tartarugas-comuns (Caretta caretta) e dois gansos-patola (Morus bassanus).

Esta operação decorreu a bordo da Lancha de Fiscalização Rápida Centauro, que se encontra em comissão na Zona Marítima do Sul, que se deslocou cerca de 15 milhas para sul da costa algarvia, procurando as melhores condições para consumar a devolução das tartarugas e dos gansos-patola ao seu habitat natural.

As duas tartarugas foram entregues pela Polícia Marítima à CRAMQ apresentando diversos ferimentos nas barbatanas e carapaça. “Após um período de aproximadamente 200 dias foi possível reverter os ferimentos que as afectavam. Ao abrigo da “Iniciativa para a redução de Mortalidade de Tartarugas Marinhas”, um projecto apoiado pelo Oceanário de Lisboa, foi possível colocar emissores de satélite nas carapaças das tartarugas, o que irá permitir avaliar o sucesso da reabilitação, bem como os seus percursos e o uso de espaços quer em águas nacionais quer internacionais”, diz a marinha em comunicado.

Emaranhamento em lixo

No caso dos gansos-patola, um dos animais ingressou no CRAMQ devido ao emaranhamento em lixo, encontrando-se num estado bastante debilitado tendo a sua recuperação demorado 45 dias. O segundo ganso-patola apresentava lacerações profundas consistentes com danos provocados por anzóis, sendo que a sua recuperação foi de 74 dias.

A Marinha e o NRP Centauro, à semelhança de iniciativas anteriores, colaboraram, desta forma, em mais uma acção de protecção do vasto e complexo ecossistema marinho existente nas águas sob jurisdição nacional.

Agricultura e Mar Actual

Marinha Polícia Marítima 2016-11-18 Ana Cordeiro de SáFonte do Artigo

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