Fim-de-semana da castanha com lotação esgotada em Vinhais de 21 a 23 de Outubro 

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O magusto no maior assador do mundo desafia participantes a comerem a maior quantidade possível de castanhas num curto espaço de tempo e a abilitarem-se a ganhar um prémio de 20 quilos do produto, que já se tornou um dos maiores atractivos da região.

A castanha promete proporcionar um fim-de-semana de Outono com lotação esgotada em Vinhais, um dos maiores produtores nacionais, com a feira anual dedicada ao chamado “petróleo transmontano”, que passou a atracção turística.

Entre sexta e domingo, a Rural Castanea proporciona uma série de actividades em torno do produto, com uma adesão medida pelas reservas que esgotaram, mais um ano, o alojamento local na chamada época baixa do Turismo.

Mais do que a venda da castanha, que tem escoamento assegurado, sobretudo para exportação, o certame é um espaço de promoção e dinamização do concelho com mostras e provas dos produtos e atractivos locais, e apoio aos produtores, como explicou Carla Alves, directora da feira.

Vinhais é um dos maiores produtores de castanha de Portugal e junto com Bragança, a Terra Fria Transmontana, são responsáveis por dois terços da produção nacional, 80% da qual está concentrada na região de Trás-os-Montes.

As cerca de 10 mil toneladas anuais de Vinhais equivalem a uma facturação “entre 15 a 20 milhões de euros”, fazendo da castanha o produto com maior peso económico, apesar de ser o fumeiro o ex-líbris deste concelho, em pleno Parque Natural de Montesinho.

Durante três dias, a feira da castanha volta a oferecer magusto no maior assador do mundo, reconhecido pelo Guinness, e desafia “os comilões de castanhas” a comerem o maior número possível num curto espaço de tempo, num concurso que premeia os vencedores com uma saca de 20 quilos de castanha. A preço de mercado para o consumidor, o prémio tem um valor que pode rondar os 100 euros. Já o preço pago aos produtores pode variar, conforme o calibre, entre os oitenta cêntimos e os dois euros e o escoamento não é uma preocupação, como garantiu Abel Pereira, da maior associação de produtores florestais do concelho, a Arborea.

O grosso da produção é exportado para Itália. A campanha deste ano ainda é uma incógnita, segundo o dirigente. O verão seco atrasou o desenvolvimento da castanha em duas semanas e só quando começarem a cair dos ouriços é que será possível ter a percepção se, apesar das adversidades, o fruto vingou.

A organização da feira, com 90 expositores, garante que não vai faltar castanha no fim-de-semana, nomeadamente uma tonelada para provar no maior assador do mundo. Em torno da castanha, o certame é também uma montra das culturas de Outono e dos produtos regionais, num pavilhão dedicado ao agro-alimentar. O programa contempla uma mostra de 13 raças autóctones da região, entre bovinos, suínos, pequenos ruminantes e até galinhas.

A novidade deste ano é o primeiro concurso concelhio da Cabra Preta de Montesinho, a mais recente raça protegida da região, responsável pelo típico prato de Cabrito de Montesinho.

A feira tem um pavilhão temático dedicado ao castanheiro com maquinaria, técnicas, sessões de esclarecimentos, conferências e debates para a produção.

A paisagem nesta época do ano com as cores de Outono é outro dos atractivos para um fim-de-semana com percursos pedestres, de BTT, e para pernoitar nos bungalows do Parque Biológico de Vinhais, outra atracção turística. A nível do alojamento e da restauração “são dias completamente cheios no concelho de Vinhais e nos vizinhos”, segundo o vice-presidente da Câmara de Vinhais, Luís Fernandes. Para o autarca, toda esta dinâmica garante o retorno do investimento de “40 a 45 mil euros” no evento.

O sector da castanha está a atrair novos agricultores ao concelho, nomeadamente aqueles que herdarem terrenos de família, mas que não têm o conhecimento empírico dos antigos, nomeadamente no que refere à ameaça das pragas como a Vespa das Galhas do Castanheiro ou o cancro. O dirigente da Arborea, Abel Pereira, defendeu que “há necessidade de cada vez mais haver aqui um intercâmbio entre quem investiga, associações e entre os municípios”.

Fonte: Sapo.pt

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