Câmara de Boticas procura atenuar prejuízos das populações causados pelos incêndios

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Na sequência do incêndio florestal que na semana passada lavrou no concelho de Boticas, consumindo uma área aproximada de 2.000 hectares e praticamente 50% da área florestal do concelho, o Município de Boticas tem-se desdobrado em esforços para criar, com a urgência que se impõe, os mecanismos necessários para poder indemnizar as populações pelos prejuízos causados por este incêndio florestal que dizimou o concelho, tendo sido o mais significativo das últimas décadas.

Para além dos contactos já encetados com os diferentes Ministérios com tutela neste setor, o Presidente da Câmara reuniu ainda no final da semana passada com os Presidentes das Juntas de Freguesia e representantes dos Conselhos Diretivos das áreas afectadas por este incêndio, procurando fazer um levantamento mais aproximado de todos os prejuízos causados por este incêndio. De igual forma, começou já hoje um trabalho mais exaustivo directamente junto dos agricultores e populações afectadas pelo incêndio, com técnicos do Município a dirigirem-se às aldeias e a apurarem directamente junto das pessoas os prejuízos de cada um. Este trabalho irá prolongar-se durante toda a semana, até que todos os prejuízos estejam devidamente referenciados, para, assim, ser possível, através de diferentes mecanismos, procurar ajudar as populações.

Fernando Queiroga, presidente da Câmara de Boticas, sublinha que “o Município procurará avançar rapidamente na ajuda a todos os agricultores e populações afectadas. É urgente garantir indemnizações aos lesados por este incêndio e procurar restabelecer rapidamente o potencial produtivo, assegurando, por exemplo, os meios necessários para poder fazer face à alimentação do gado, já que para além das pastagens terem ardido perderam-se também muitas forragens destinadas à alimentação dos animais. E temos que avançar também com a recuperação da área ardida, até porque há muitos trabalhos de consolidação da floresta que é necessário efectuar rapidamente, antes da chegada das primeiras chuvas, porque a floresta, depois deste incêndio, se encontra completamente desprotegida e há muitos perigos há espreita. Atrás do incêndio há outras calamidades que podem surgir”.

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